Confira a entrevista exclusiva:
Marcos Martins: De onde partiu o interesse de discotecar logo Hip Hop e R&B, algo que foge dos estilos mais eletrônicos?
M.M.: Como foi essa experiência nos Estados Unidos?
R.A.: Foi um aprendizado através das dificuldades. Eu fui pra uma cidade no interior, com 80 mil habitantes, para estudar e jogar futebol no time da faculdade. Passei frio, fome, solidão… Algo que mudou a minha vida pra sempre. Ganhei coragem para enfrentar as situações difíceis e autonomia para correr atrás das coisas que eu quero. E isso me presenteou com uma nova profissão [risos]. Repetiria tudo de novo. Sou apaixonada pela Califórnia, principalmente pela região de San Francisco. É muito semelhante ao Rio e linda em diversas formas.
M.M.: Você sofre preconceito por ser uma das poucas mulheres dentro de um cenário dominado pelos homens?
R.A.: Hoje em dia não vejo preconceito nenhum. Ser mulher até me dá um ponto a favor porque as outras mulheres, que estão curtindo a festa, se identificam com a minha onda. Quando comecei, fui alvo de preconceito, mas não posso dizer que sofri por isso. Não me abalou. O trabalho como psicóloga em clubes de futebol trouxe maturidade. E não é um preconceito apenas por eu ser mulher, mas por ser loira, por ser vaidosa, por frequentar academia… É uma série de fatores, mas nada que me abalasse.
M.M.: O que você acha do machismo, que ainda se reflete em boa parte da cultura do país?
R.A.: Acho péssimo, algo horrível que me revolta. Ainda mais quando vejo que o machismo parte da própria mulher e elas mesmas querem colocar barreira em determinadas situações. Tudo parte da mulher se posicionar na situação em que ela se encontra. Eu, por exemplo, não aceito ganhar menos que um homem ou ser proibida de fazer qualquer coisa porque sou mulher.
Gosto de esporte, gosto de rap, eu gosto de ser independente, então concluo que a mulher tem que militar em causa própria e coletiva, sem esperar que os caras façam isso. Tem que ser “braba” com eles.
M.M.: O assédio nas noites é muito grande?
R.A.: É sim, às vezes. Dependendo da estrutura da festa, se a pessoa tem acesso ao local que estou, atrapalha um pouco. Eu lido da melhor forma.
M.M.: E o namorado?
R.A.: Agora ele está acostumado, mas no começo sentia incômodo. Tive que fazer um trabalho de conscientização no relacionamento. Hoje ele sabe que é meu trabalho e isso faz parte do processo. Hoje recebo muito apoio nessa correria.
M.M.: Você pretende continuar nas pistas ou quer seguir também outros ramos da área artística?
R.A.: Deixo as coisas fluírem com naturalidade, evito fazer planos. Tenho muita vontade de estar nas rádios e também de me envolver na produção de eventos culturais. Comunicar e compartilhar ideias são desejos futuros.
M.M.: Rapha Andrade em uma frase…
R.A.: Abençoada com um coração meigo e pavio muito curto.
M.M.: Qual recado você deixa para os nossos leitores?
R.A.: Agradeço a todos pela oportunidade, principalmente a você pelo espaço. Beijo grande a todos!
fonte tv foco
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